terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Crazy weather and Portuguese Challenge

Oi gente, tudo bem?

Hoje em vim falar sobre o crazy weather que tem aqui onde eu moro, em Illinois. Às vezes até parece Curitiba, exceto pela neve. Haha.

Amo neve!!!

Meu marido se diverte comigo! Eu amo neve e faço dos nossos dias de inverno os mais divertidos! Ele já estava tão acostumado com neve, mas acho que nunca aproveitou tanto assim um sábado na neve :)


Quando eu acordo, já olho no meu celular pra ver a previsão do tempo - qual a temperatura que está, a máxima e a mínima do dia. Agora é inverno, nevou pouco por esses dias mas eu não perdi a oportunidade de fazer um vídeo pra vocês. Neste dia foi quando nevou mais e eu aproveitei bastante, pois era sábado. Desculpe a minha voz ridícula no vídeo, mas eu fico tão empolgada com neve, que pareço criança. hahaha - meu marido que o diga!



Infelizmente não nevou o tanto que estava previsto, daí não pude fazer o boneco de neve :(
Comparado com ano passado, este ano não nevou nada. Vc pode ver o vídeo do ano passado AQUI, que eu fiz, quando morava em outra cidade, mas na mesma região.

Então, como o tempo continua meio curitibano - neva, chove, derrete, faz sol, etc... no mesmo dia - acaba sendo meio chato porque não dá pra se programar pra fazer muita coisa. Principalmente quando vc acaba pegando uma daquelas gripes que te derruba - e eu sou tão fácil pra pegar gripe!!!!






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Aproveitando que eu estou postando vídeos, para todos os meus amigos do Facebook, que pediram que o meu marido falasse algumas palavras em português, finalmente eu publiquei o vídeo no meu canal no Youtube. Eu tive um probleminha com o software editor, daí acabei deixando assim mesmo. Detalhe que ele decorou as palavras quando eu falei. Eu não escrevi nada no papel, não pedi pra ele ler nada. Ele simplesmente tem uma memória excelente. Daí eu perguntei pra ele um dia, ele falou e daí eu pedi pra ele repetir pra eu gravar com meu celular. Vejam aí o resultado:


A galera já me mandou outras palavras pra ele e eu irei incluir todas no próximo vídeo.

Tem alguma sugestão de palavra em Português para meu marido falar? Poste seu desafio no comentários do vídeo no YouTube!


Por hoje é só, pessoal! Beijosss, comentem!!!


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Flashback: Mom and sis in the US and Portillo's Hot Dogs!

Oi gente!!! :)

Depois que a minha linda amiga Quedma comentou do quanto gostava de assistir aos meus vídeos da época em que eu postava no blog de aupair, eu pensei sobre o assunto e achei que ela está certa!! Por um tempo eu me reservei, pois sempre faço vídeos, mas às vezes parece que mostrar para o mundo o quanto a gente está feliz, só atrai inveja alheia!!! Mas como eu amo muito meus amigos e amigas, vou compartilhar vários vídeos que tenho feito. Tenho demorado muito pra editar, mas prometo que vou fazer com mais frequência ;)

Assim que a minha mãe e irmã vieram pra cá, a minha irmã filmou vários videos e eu editei um deles. Este foi o primeiro dia, logo depois que elas chegaram, aqui nos Estados Unidos. Eu e o meu marido (na época, ainda namorado) levamos as duas para conhecer um pouco a região, pois em Minooka não havia nada além de corn fields (campo de milhos) - Reparem que a minha mãe acha até o milharal bonito! Haha



O Portillo's Hot Dogs tem o meu cachorro favorito - Chicago style - e também o melhor Italian beef sandwich de todo o mundo, na minha humilde opinião! :)

Tem uma foto que minha irmã tirou do menu, bem rapidinho, que tem uma foto de uma casinha, que foi como o dono começou. É super bacana ver como a rede cresceu e se tornou uma das mais famosas redes de cachorro quente de Illinois.

Pra quem não entendeu o inglês da minha irmã e do meu marido, no início ele estava falando que o meu pai deveria estar aqui com a gente. Daí a minha irmã pele pra ele falar em Português, pra ele entender - difícil!!! Daí ele fala... hahaha... 

Tem o recadinho da minha mãe pro meu pai, super empolgada por estar aqui :)
E daí tem a minha irmã conversando com meu marido, no qual ele explica pra ela os ingredientes do cachorro-quente e ela diz que não gosta de pickles e relish hahahah daí ele fala que dá pra tirar (mas vai sobrar o que, né??)

A foto que ela tirou do cachorro-quente está bem feia, mas prometo que o cachorro-quente é maravilhoso! A sports pepper faz toda diferença - aquela pimentinha verde. Delícia!!!!

A batata frita deles é uma das minhas favoritas (acho que só perde para a waffle fries do Chick-fil-A, um dia postarei aqui pra vocês!)

Comparando com o 'famoso' cachorro quente de New York, esse dá de mil a zero, pois o de NY só tem salsicha, pão, mustard and ketchup....

*E vocês, gostam de cachorro-quente? Já provaram o do Portillo's?
O meu sandwich favorito do Portillo's, além do hot dog, é o Italian beef. Qual é o sandwich favorito de vocês?

Até o próximo post! See ya

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Magic Mike e a vida de stripers, o que vc pensa?

Oi gente, agora que o meu processo de imigração chegou ao final, temporariamente, eu quero fazer os posts sobre assuntos que rolam no meu dia-a-dia. E óbvio, como o blog é meu, vou dar a minha opinião sobre o assunto e espero que possamos trocar opiniões - o que é super saudável. Se a sua opinião for diferente da minha, não tem problema, o respeito continua, ok?

E como o título do post já diz por si só, eu vou explicar o porquê de falar sobre isso.
O ator Channing Tatum foi escolhido The Sexiest Man Alive pela revista People. Eu já o achava muito sexy antes disso (e o Chris Hemsworth também me tira o fôlego), mas o BOOM veio com o filme Magic Mike. O filme, pra quem não viu, retrata basicamente a vida de Channing Tatum antes de ser ator.


Claro que eu assisti ao filme (pra falar com propriedade sobre o assunto né, haha) e achei o filme até bacaninha, mas eu  nunca parei pra pensar o quão comum é a "profissão" de stripers nos Estados Unidos. E foi semana passada que eu me deparei com esse assunto, na mesa de jantar na casa da tia do meu marido. O amigo do meu marido, que trabalha em uma oficina de carros durante o dia, é stripper à noite, e passou por lá para jantar com a gente.

Bonito, alto, malhado e com uma presença marcante, ele não esconde nada de ninguém sobre o assunto. E fala com a "boca cheia" sobre o 'new job' que está lhe rendendo uma grana boa. Diferente do filme, ele só faz festas particulares. Ele dança, se diverte, come e bebe de graça, deixa a mulherada maluca e ainda é pago pra isso. Até aí, parece tudo bem legal, o emprego que todo homem gostaria de ter. Mas é aí que vem o meu questionamento enquanto mulher casada, com uma criação completamente da maioria dos jovens americanos: ser stripper é mesmo o máximo??

Enquanto o cara contava altas histórias, "botando banca" do quanto a mulherada paga pra ele dançar, e o quanto ele se divertia fazendo isso, o pessoal que estava em volta achava o máximo, falando que estava feliz por ele. Eu não sei se sou uma pessoa ranzinza pra minha idade, falsa-moralista, porque sou casada, mas às vezes acho que nasci na época errada. Eu fiquei um pouco indignada em relação à isso. 

Tá, todo mundo sabe que a realidade é você trabalhar no mínimo 10 horas por dia para ganhar um salário mais ou menos, ter um monte de contas pra pagar e juntar umas migalhas por mês. E se um dia der certo, você pode financiar aquela casa dos sonhos...quem sabe até comprar um carrinho mais novo... sabe como é?? Pois é. Todo mundo estava falando o quão legal era isso... e eu só pensando aqui  comigo: e se fosse uma mulher? E se fosse uma stripper? Eu pensava comigo "e se fosse a sua filha" - perguntando para a tia do meu marido. Porque ela estava toda animada, falando que era super legal pra ele, que estava feliz por ele. 

Daí eles começaram a perguntar detalhes das festinhas particulares, dos bachelor's party(festinha de solteiro, sabe como é?). E foi aí que a minha indignação tomou conta da minha expressão facial e sim, eu fiquei de cara fechada, "puta" da vida porque eu tinha que ouvir tanta asneira. Poxa, estamos reunidos com família, na mesa de jantar, precisamos mesmo saber se as chinesas gostam que eles soltem pum na cara delas? Se ele faz a dança da toalha pelado com a toalha em volta do corpo dele e no rosto dela? Preciso mesmo saber que as mulheres o pagam para "chupar o pau"deles?? Preciso mesmo saber de todos esses detalhes?

E é óbvio que nesse ponto eu já não estava mais prestando atenção em nada, porque a minha indignação era tanta que eu só conseguia pensar no quanto hipócritas todos eles ali (inclusive o meu marido) são. Homem é garanhão se for stripper. É sortudo se a mulher paga pra chupar o pau. E sabe-se lá o que mais rola nessas festinhas. Com muita certeza rola droga (porque ele comentou de ecstasy), mas será que ele também transa com a mulherada que oferece grana? Será que ele transa com mulher casada? Será??????? Ahhhh não...ele não. O meu marido perguntou pra ele se haviam mulheres casadas e ele falou que sim, mas que ele não faz nada com mulher casada porque ele tem a moral dele né. Mas que moral é essa que pode receber um blowjob e não tem nada de mais???

Será que ele iria achar o máximo se a irmã dele fosse stripper? Será que a tia do meu marido iria achar legal se a filha dela recebesse uma graninha por deixar alguém #@%^&8 a boc^%$#$ dela??? Será?? Será que eu estou ficando louca e juntando alhos com bugalhos, achando que a mulher pode ter os mesmos direitos que os homens nessa sociedade, será? Será que eu estou muito careta em pensar tudo isso durante um jantar e perder a fome??? Será???? Mas... peraí....será que eu também sou hipócrita porque gostei do filme????? Será????
"Eu não sei se stripper já é ou poderia ser considerada uma profissão. No meu ver, se o cara for simplesmente um dançarino, tudo bem, mas daí se fizer outras coisas, pra mim é garoto de progama. Porque é assim que a mulher é vista na sociedade. Seja ela brasileira ou americana. "
Pra fechar a noite com chave de ouro, a lindinha da tia do meu marido fez um comentário dizendo que "ele devia ter sido stripper quando era mais jovem" e daí eu tive que rebater, muito, mas muito puta, dizendo "pois é, ele perdeu a oportunidade". Ah gente, tô ficando véia? Quanta palhaçada né?!

Filme é filme. Vida real é vida real. O Channing Tatum pode ser o que quiser porque não é da minha família, não é meu irmão...mas se fosse, eu iria ficar preocupada, ficaria chateada. Mas... por quê? Porque eu não gostaria e não teria prazer em ver meu irmão ou qualquer pessoa da minha família dançando semi-nu com uma pessoa que não fosse namorada ou tivesse um relacionamento sério. Eu não sei se stripper já é ou poderia ser considerada uma profissão. No meu ver, se o cara for simplesmente um dançarino, tudo bem, mas daí se fizer outras coisas, pra mim é garoto de progama.

Eu fui criada em um ambiente muito diferente. Costumávamos a ir na igreja todos os domingos, meus pais sempre foram rígidos, mas me deixavam sair. Eu e minha irmã nunca fomos saidinhas, safadinhas, sabe como é? Claro que se eu arrumar um namorado, vou ter sexo com ele, não sou freira. Mas é namorado. Rola um sentimento. Não estou me prostituindo, vendendo meu corpo, sei lá! Mas...será que todo stripper é considerado um "prostituto"? Um homem da vida??? Por que o homem que é mulherengo tem fama de garanhão e a mulher tem fama de puta???

Eu sei que a sociedade é machista, mas aqui foi a primeira vez que presenciei out loud sobre esse assunto. A hipocrisia tá na minha cabeça?

**E vc, o que pensa sobre a vida de um stripper?
***Vc acha que stripper é diferente de garotos e garotas de programa? Qual a diferença?
****Vc acha que ser stripper é um trabalho honesto como qualquer outro?

Até o próximo post ~:) see ya!!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Residente Permanente dos Estados Unidos!

Gente, acabou de chegar meu green card - e é verde mesmo!!! - e eu gostaria muito de compartilhar tudo o que está passando na minha cabeça, tudo que estou sentindo nesse momento.

Sabe, quando eu vi o envelope, já sabia o que era. Eu, então, o abri e vi com meus próprios olhinhos o meu cartão lindo e verdinho escrito Permanent Resident of United States of America. Meu olhos se encheram de lágrimas. Sabe por quê?
Porque só eu, meu marido, meus pais e minha irmã, e pouquíssimos amigos, sabem de tudo o que eu e meu marido passamos para conseguir isso. Juntamos centavos por centavos, paramos de gastar dinheiro não saimos para comer em restaurantes ou lanchonetes, não fomos mais ao cinema. Paramos geral de gastar dinheiro com coisas que não eram tão importantes...
E tudo deu certo!!! Ano novo, vida nova :)

Agora estou traduzindo e atualizando meu currículo e irei começar a procurar emprego na minha àrea ou em qualquer área em que eu possa aprender algo novo, usar o meu inglês de verdade (porque babysitting doesn't count) e pegar experiência. É começar a vida de verdade nos Estados Unidos!!
Confesso que estou um pouco apreensiva, com um pouquinho de medo, porque bate insegurança, minha auto-estima anda tão baixa... Mas Deus vai continuar me abençoando e abençoando meu marido para que juntos consigamos pagar as contas e juntar dinheiro pra comprar a passagem para ir ao Brasil!!

E sabe o que eu pensei logo em seguida? Queria mandar muita gente tomar no cu. Principalmente as pessoas que torceram contra, as que não ajudaram, as que sempre falaram mal ou ficaram falando pelos cotovelos que eu me casei por interesse. Morram de inveja suas bitches e vão se fuder!! Sinceramente? Estou feliz com meu marido e não preciso provar nada pra ninguém. A vida é minha!!!! Deus é mais :)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Tudo o que eu quero para 2013

Hoje é o primeiro dia do ano, mas eu gostaria de falar sobre o ano que acaba de chegar ao fim, 2012, um ano em que tantas coisas aconteceram em minha vida.

Fui aupair, brinquei na neve pela primeira vez, sorri, chorei. Conheci minha sogra, Washington-DC, New York City. Me diverti, me entediei. Peguei a gripe do frango, percebi quem realmente me amava e parei de dar valor a quem nunca mereceu. Casei, mudei de endereço, fiquei mais bonita - porque a felicidade é a maior das belezas. Estive muito bem acompanhada pelo meu marido em todos os meus melhores momentos de 2012. Fiquei doente, ele cuidou de mim. Descobri que tenho bronquite e ele estava lá pra me levar para o hospital. Conheci pessoas maravilhosas que me mostraram que nunca é tarde pra valorizar alguém. Aperfeiçoei meu inglês estudando, conversando, vivenciando. Li ótimos livros, assisti a filmes divertidíssimos. Conheci de perto os anjos que Deus colocam em nossa vida. Deletei do meu facebook pessoas que não me trariam nada de bom. Me fortaleci com as batalhas vencidas e mesmo com a distância em permiti estar mais próxima de minha família. Conversei mais vezes com Deus e me deixei ser guiada, mesmo quando não entendia o porquê.

Natal com a família Atwell.


Meus desejos para 2013? Saúde, trabalho e amor.
Quero mais saúde para conseguir trabalhar e propagar o amor de Deus entre meus queridos amigos, familiares e a todos que fazem e farão parte de nossas vidas neste ano que estará por vir. Quero trabalhar bastante para poder colher os frutos ao lado das pessoas que são importantes em nossa vida. Quero voltar para o Brasil, rever meus verdadeiros amigos e apresentar uma cultura completamente diferente ao meu marido. Quero que ele viva a experiência que irá fazê-lo entender melhor porque eu sou quem eu sou e como me tornei a mulher que ele tanto ama. Quero apenas ser feliz e superar os novos desafios que estarão por vir. E continuar a obra que Deus tem feito em nossas vidas. Com muita honestidade, caráter e paz.

Feliz Ano Novo!

Ano Novo mais que feliz :)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Wedding Day!

Eu não poderia deixar de fazer um post sobre o nosso casamento.

Logo depois que a minha família foi embora, bateu um desânimo, uma depressão terrível...
E pra ajudar, o clima na casa dos hosts estava horrível.
Eles inventaram de viajar pro México e eu fiquei. Deixaram uma lista quilométrica de afazeres pra mim.
Para mais detalhes, clique aqui.

Daí na noite do dia 20 de Agosto de 2012, quando tudo começou a acontecer (a maluca da host entrou no meu quarto gritando), foi quando decidimos que iríamos nos casar. No dia seguinte eu liguei pra minha mãe, contando tudo. Ela me apoiou, disse que ele já havia pedido permissão a ela e que eu deveria fazer o que eu achava melhor, desde que eu não estivesse desesperada. Eu não estava desesperada pra casar. Eu estava desesperada por não querer perdê-lo, perder a chance de ser feliz com ele. Não queria voltar para o Brasil sem ele. Só quem estava na minha pele poderá saber o que eu senti.

Resolvemos nos casar às escondidas - sem contar para hostfamily e Agência - porque senão eles iriam atrapalhar o meu processo de imigração. Entramos em contato com o advogado que já havíamos contatados meses antes (como disse, já estávamos planejando nos casar), e ele nos orientou a nos casar o quanto antes e não contar nada pra ninguém.

Na sexta à noite (quando meu namorado foi me buscar em na casa dos hosts pra passar o fim de semana), ele ficou na casa dele pra falar com meu pai por Skype para pedir a minha mão em casamento. Enquanto ele fazia isso, eu fui para o mall em Orland Park para procurar um vestido. Afinal de contas, mesmo sendo só no civil na courthouse, eu queria estar bonita para o nosso casamento.

Posso imaginar a cara da tia dele ao atender o telefone quando ele ligou pra ela dizendo "Tia, vou me casar amanhã de manha". Hahaha. Parece engraçado agora. Mas no dia, estávamos tão nervosos. Bom, pelo menos eu. Eu estava nervosa pela situação. Eu não tinha ninguém da minha família ao meu lado, mas foi lindo. Meu primo que mora em Indiana não pode ir pois estava embarcando no Brasil no mesmo dia. Mas o apoio dele foi fundamental, durante todo o processo.

Com a bênção do meu pai concedida por Skype, com a minha mãe ao lado dele e a minha irmã em outro estado, traduzindo, por video conferência, nos casamos em um sábado de manhã de sol, maravilhoso.
As fotos falam por si só:





Fui uma noiva sem dia da noiva. Acordei às 6am pra tomar banho, fazer uma escova no cabelo, tentar fazer uma maquiagem bonita. Não tive oportunidade de ir em nenhum salão para fazer nada. Eu pintei minhas unhas com base, pra não ficar muito "cheguei" nas fotos. Ah...e as fotos quem tirou foi a maravilhosa Marsha Ridings, com a minha câmera. Ela nos deu tanto apoio, tanto que jamais poderei retribuir. Um anjo em minha vida :)

Não tínhamos nem aliança. Quando decidimos nos casar, estávamos preocupados com o processo de imigração. Hoje meu marido sempre lembra o quão preocupado ele estava, ele achava que alguém iria me procurar e me mandar de volta para o meu país...sabe aquelas coisas de filme? Ele não queria me perder. E eu não queria perdê-lo. Então..rs...hoje parece até meio engraçadinho (ou não), mas na verdade não foi nada assim.

Saindo do casamento, fomos tomar café da manhã em um restaurante. A vó do meu marido pagou pra todo mundo, o que foi ótimo, senão cada um pagaria o seu. Hahaha. Não tivemos jantar para amigos, nada de recepção. Assim que o café da manhã chegou ao fim, fomos para o advogado começar a resolver tudo.

Estavam só começando os desafios para nós dois.
Mas uma coisa eu posso dizer: O amor só existe para os que acreditam nele. E a nossa história prova que o amor ainda é possível nos dias de hoje.

Muita gente nos pergunta por que nos casamos às pressas. O parágrafo acima responde a pergunta. Daí muita gente também pergunta (todo mundo quer saber da nossa vida, né) por que nós decidimos nos casar aqui, assim, sem avisar muita gente, coisa e tal. Bom, a resposta é muito simples. Nós quisemos assim. Nós já tínhamos ido ao advogado meses antes e sabíamos das opções. Nós queriamos a opção mais rápida e "reasonable"- o que eu chamo de menos cara, porque tudo custa caro. Eu poderia ter voltado para o Brasil, esperado lá por 6, 7 meses, para o processo de imigração ter validade, daí voltar para cá e com o visto de noiva me casar em até 90 dias. No final das contas, eu teria de me casar aqui do mesmo jeito, longe da família. Minha família inteira não viria pra cá. Então não fazia muito sentido...

Um dia, assim que Deus nos dê oportunidade financeira de fazer um casamento  na igreja, com recepção para amigos e familiares, faremos com certeza. No Brasil e aqui nos Estados Unidos. Mas por enquanto, o mais importante é a solidificação do nosso amor que tem sobrevivido a tantas batalhas até agora.


Love just exists for the ones who believe in it. And our story proves love is still possible nowadays.

Cansei de sofrer e fui ser feliz!


Bom, pra contar tudo o que eu vivi em seis meses sem ter de sofrer tudo de novo, eu vou resumir neste post. Não aguento mais ter que voltar nessa história.

- Quando eu ainda conversava com a fofa por email, no Brasil, ela havia "me prometido" fazer um curso de Business Communication, pois ela era professora do curso e eu tinha formação na mesma área. Foi um dos maiores motivos pelo qual eu optei por esta hostfamily. Quando chegou dezembro, ela disse que a matrícula seria em janeiro, pra "eu me informar'. Poxa, ela trabalha na universidade, é professora desde curso e não pode me dar informação? Tudo bem, corri atrás, daí ninguém informava o valor, eu teria de ir lá. Daí pedi pra ela, e depois de um mês cobrando ela por email, ela chega simplesmente com os requisitos para fazer o curso (apenas uma disciplina), que ficaria em 1.200 dólares. Eu cai dura. Fiquei arrasada. Havia chegado da Europa sem um centavo. Daí eu falei pra ela que estava frustrada, pois não sabia o que fazer, era muito caro. Ela falou "Queria, aqui não é Brasil. Aqui estudo de qualidade custa caro".  Nossa, e desde quando no Brasil ensino de qualidade é barato? Mas poxa, por uma disciplina? Daí falei que se eu soubesse que seria tão caro, não teria ido pra Europa. Daí ela falou "Magina. Escolha um college simples, qualquer, pra vc fazer um curso de inglês e está bom". Daí eu falei "Mas não foi isso o que ficou combinado. Eu vim pra cá com outra expectativa. Eu vim pra estudar, pra estudar inglês e um curso na minha área de formação. Mas agora não sei o que fazer". Eu perguntei se não havia uma maneira dela conseguir desconto e ela falou que não. Mentira. Mentira. A mulher é vice-diretora do departamento de recursos humanos, trabalha lá há 13 anos, é professora da disciplina e daí me fala que não tem como conseguir desconto pra mim?

Depois daquele dia, eu perdi a vontade de continuar ali. Me matriculei no curso de Marketing - que foi ótimo, super válido, me manteve ocupada, eu aprendi bastante, tive uma ótima experiência em classe - mas não foi o que eu queria. Fiz o curso de inglês - era a única estudante internacional da turma, tive uma ótima nota final e fiquei super satisfeita. Mas ainda não era o bastante.

Tudo foi perdendo o sentido. Eu acordava segunda-feira esperando chegar sexta para ver meu namorado. Ele me começou a me buscar sexta-feira no final do dia e eu só voltava domingo. Não tinha mais motivo pra eu ficar lá nos finais de semana. Eles abusavam demais e eu só ficava em casa. Eu queria ver lugares diferentes, ter novas experiências, aproveitar as oportunidades. E principalmente, ficar com meu namorado.

Foi em Fevereiro que ele comentou, pela primeira vez, sobre casamento. E eu gelei. Não havia pensado nisso. Combinamos de pensar sobre o assuno e fomos amadurecendo a idéia.

Em Março, fomos visitar a mãe dele em Washington-DC. Foi uma viagem maravilhosa!!!

Em frente ao Capitol Building - Washington-DC
No final de Abril as coisas começaram a complicar. Em mais de um ano, fazendo mais do que a minha obrigação, a fofa pede pra conversar comigo porque houve um erro no calendário e eu levei o menino errado na aula de religião. Daí na mesma semana, eu esqueci de pedir pra menininha fazer um cartão pro padrinho, pois era aniversário dele. Isso tudo me rendeu um sermão ridículo, dizendo que eu não estava mais focada, que eu estava desatenta. Tudo isso, na verdade, era porque eu passava finais de semana com meu namorado e não com eles. Tá, não estou dizendo que não dá nada errar, mas poxa, e cadê a consideração? Depois de mais de um ano tomando conta das crianças, fazendo hora extra sem receber um centavo, é isso que eu recebo? Daí o negócio começou a esquentar.

Minha irmã e minha mãe chegaram no início de julho. Passamos o feriado de 4 de julho na casa do lago que eles têm em Michigan e foi um pé no saco. Não vou dizer que trataram minha família mal, mas não fizeram questão de agradar. Não os trataram como visita, mas como parte da equipe de limpeza. Eu nunca me incomodei em ajudar e minha mãe e irmã são assim, mas achei o cúmulo termos que fazer janta e lavar louça durante 20 dias só pq eles ficaram de graça na casa deles. Em alguns dias eles praticamente ignoraram a existência da minha mãe e irmã, o que me deixou com muita raiva, eu senti que foi a maior desfeita, desrespeito que passei na minha vida. 

Eu, minha mãe e minha irmã em Chicago, by the Silver Bean.

Mas eu me segurei. Porque eu queria que a minha irmã e minha mãe tivessem uma boa experiência.

E graças ao meu namorado, tudo foi maravilhoso. Graças à família dele, as lembranças são as melhores possíveis. Tivemos dias de glória. Tudo que a hostfamily deixou de fazer, a família do meu namorado fez pela minha mãe e irmã. Elas foram recebidas super bem com um jantar super gostoso, em um clima aconchegante, simples, de gente verdadeira. Se alguém ali foi falso, ninguém percebeu, pois parecia tudo tão real. As primas do meu namorado foram um amor com a minha irmã, a vózinha dele tentando conversar com minha mãe, que não fala inglês. Foi tudo ótimo.

Minha família sendo recebida pela família do meu marido!
Depois, a nossa viagem para New York City, apesar dos pesares, foi tudo bem. Graças ao meu namorado. Quando voltamos, passamos dois dias na casa do meu namorado, pois eu havia tirado a semana inteira de férias. Meu namorado aproveitou para conversar bastante com a minha mãe e dizer o quanto me ama, pedindo a ela permissão para se casar comigo.

Foi lindo. Eu nunca vou me esquecer daquele momento. Minha mãe, eu e meu namorado, conversando deitados na cama. Em família, sabe? Daí eu traduzingo para a minha mãe tudo o que o meu namorado falava, perguntava. Aquele momento fez valer a pena todo o sofrimento que eu passei. E eu estava tão cansada de sofrer. Queria ser feliz de uma vez. 

Nós estávamos nos programando para casar depois que meu programa de aupair terminasse. Mas logo que a minha mãe e irmã foram embora, os meus dias já estavam contados.