domingo, 9 de setembro de 2012

Quando o sonho de au pair acaba...

Oi meus queridos leitores, tudo bem?
É isso mesmo que vocês leram. Pra que não sabe, sim, meu sonho de au pair acabou. Vou explicar tudo bem explicadinho e esse post será mais um desabafo de todo esse tempo como au pair, um ano e meio.

Primeiro que "o sonho" de ser au pair já tinha se realizado no meu primeiro ano. E segundo que ser au pair nem é um sonho, como muitas meninas pensam. Eu sempre soube da real. Nunca vim pra cá achando que seria um sonho, uma vida de princesa. O sonho mesmo é de vir pros Estados Unidos, morar com uma família norte-americana, ter uma experiência incrível, bla bla bla. Mas você percebe que nada mais disso faz sentido quando você fica de saco cheio e começa a repetir pra você mesma todos os dias: cansei de ser au pair!
Terceiro que, quando vc está no segundo ano, com a mesma família, tudo muda. Se a hf não te dá nenhum fator que te motive um pouco, se não te convida pra sair, se não te dá apoio (o tal do support) emocional, não vai ter irongirl que consiga ficar até o final. No meu caso, foram vários fatores - desde o começo:

- Tudo bem que lavar roupa nos US significa jogar tudo na máquina de lavar e depois colocar tudo na máquina de secar. Só precisa dobrar. Em alguns casos é preciso passar a roupa. Mas no meu caso, desde que cheguei eu sempre lavei roupa (leia-se pai, mãe, 3 kids e a irmã mais velha), coloquei pra secar e dobrei uma a uma a roupa de toda família. E nunca ganhei 1 dólar extra por isso.

- Tudo bem que quando vc chega, vc quer fazer de tudo pra agradar e ser considerada parte da família. Daí vc não se importa ficar umas horinhas a mais com as kids. Mas quando isso passa a ser todos os dias e noites, aí o negócio fica complicado. Pior é quando os pais viajam durante 5 dias e você fica com as crianças 24 horas, dorme na mesma cama com a mais novinha porque ela tem medo (daí óbvio que criança chuta a noite, coisa e tal), faz breakfast pras kids, almoço, ajuda com homework e janta. E não ganha 1 dólar a mais por isso.

- Tudo bem que eu amo cozinhar, sempre achei uma vantagem fazer a comida porque eu sempre fiz alguma coisa que eu gostasse. Mas daí cozinhar pra família toda, todos os dias. é demais, né? E quando digo cozinhar, me refiro a fazer refeições completas, nada de congelados. É livro de receita, tradutor e tudo mais pra entender as receitas mirabolantes do dia. E nunca, jamais ganhei 1 dólar a mais por isso.

- Cuidar das crianças era facinho. Quero ver é ajudar com a lição de casa. E quando digo ajudar, estou falando de corrigir, explicar porque estava errado e ficar em cima até fazer certo. E se vc não entender o que o problema de matemática pede, você tem de aprender. Vc tem que ler o capítulo, tem que procurar no dicionário, pedir ajuda aos universitários e até pra santo. Daí se o menino fez errado, vc tem que mostrar onde tá errado e porquê. Daí se ele fizer novamente e voltar errado corrigido pela professora, os hosts vêm com tudo "Mas vc não corrigiu antes? Tem que corrigir, tem que ajudá-lo, bla bla bla". Fiquei até tarde da noite, várias vezes, corrigindo problema de matemática e tentando entender. Pergunta se eu ganhei um centavinho a mais...

Isso tudo, TODOS OS DIAS, começou a encher muuuito o meu saquinho. Mas claro, eu fui aguentando tudo porque meus hosts sempre foram muito "bacaninhas" em comparação com outras famílias maluquetes, que pedem curfew, ou comem comidas disgusting, ou nunca levam as au pairs pra jantar fora quando eles decidem ir. Eles sempre foram muito flexíveis em relação a férias comigo. Quando eu queria viajar, eles sempre me deixaram ir durante a semana (porque é mais barato viajar durante a semana) e eu nunca tive problema. Contanto que pedisse com um mês de antecedência. Em relação a esses detalhes, eu não posso reclamar. Mas aguentar todo o stress do dia-a-dia compensava?

O pior stress começou quando eu comecei a namorar. Esse stress virou diário. Minha vida virou um inferno. E a do meu namorado também. Daí que a cada semana parecia que eles (leia-se principalmente a fofa) tentavam arrumar um jeito de me punir porque eu estava sendo feliz com meu namorado. Mas isso eu não vou entrar em detalhes. Só digo uma coisa pra quem vai ser au pair: NUNCA, JAMAIS DEIXEM SEUS HOSTS SE METER NA SUA VIDA. A SUA VIDA PESSOAL NÃO TEM NADA A VER COM A VIDA DELES. ELES NÃO PODEM INTERFERIR NO SEU FINAL DE SEMANA OU O QUE VOCÊ FAZ DEPOIS DO HORÁRIO DE TRABALHO.

Resumindo...eu vou contar os detalhes de como o meu sonho de au pair chegou ao fim.

Depois de terem feito book pra uma viagem no México e não me contado, eu descobri olhando no calendário. Daí fui perguntar quem iria pro  México. A fofa me disse que a família toda iria (leia-se a fofa, o fofo, as kids e a mais velha), exceto eu e o cachorro - claro! Eu não me importei muito, mas fiquei bem chateada por ninguém ter me contado, especialmente porque seriam cinco dias em casa mofando. Daí pensei "Só falta ela me passar mil coisas pra fazer...". Dito e feito. Ela me passou uma lista imensa de coisas pra fazer, inclusive limpar o carro e passar trocentas camisas do marido. É mole? Eu fiquei muuuito decepcionada, chateada, arrasada. Poxa, eu vim pra ser au pair, não pra ser empregada. Nada contra em ajudar, mas se ao menos fosse me pagar extra...entende? Daí tá. O cachorro estava doente. Eu dei todos os remédios, todos os dias, coloquei comida, água, coloquei pra fazer as necessidades fisiológicas lá fora, etc e tal, até o levei pra passear quando percebi que ele estava melhorando. Fiz de tudo. E daí, como eu estava fazendo tudo durante o dia, indo nas escolas das kids pegar supplies e até ir na Conference que teve a noite (detalhe: só tinha eu de babá na escola inteira, o resto eram pais e avós com as crianças), etc, eu pensei que nunca, jamais teria algum problema em passar a noite na casa do meu namorado e voltar na manhã seguinte, afinal, eu iria ficar no meu quarto trancafiada mesmo - odeio ficar sozinha em mansão. Daí passei duas noites fora, voltei por volta das seis da manhã porque meu namorado tinha que ir trabalhar e eu tinha que cuidar do cachorro, dar remédio, coisa e tal. E fiz. Fiz tudo direitinho sem  nenhum problema.

Na quarta-feira dessa semana que eu estava off, a fofa resolve mandar um email com cópia pra todas as pessoas que ela conhece na face da terra - incluindo pessoas do trabalho, amigos e a mim, claro, no qual ela foi bem pilantra dizendo que se eu havia feito matrícula pra estudar na segunda, eu teria de trocar o dia e caso eu havia comprado o livro, deveria devolver. Tem noção? Simples assim. Daí eu quase tive um heart attack. Eu perguntei pra ela o verão inteiro se poderia fazer aula na segunda, além disso, a aula começava as 7pm - horário que eu deveria estar off. Nossa, virei o bixo!!!!!

Quando os fofos voltaram de viagem, eu até apareci mais cedo no domingo pra contar sobre a semana, sobre como foi na escola das kids, etc. Mas nunca, jamais senti necessidade de falar que passei a noite na casa do meu namorado. Primeiro porque eles odeiam meu namorado, segundo que toda vez que alguém fala no meu namorado é motivo pra alguém torcer o nariz ou falar algo mal, sabe. Então eu nunca iria falar nada porque é meu problema, é minha vida pessoal. Eu saia de casa lá pelas 6 da tarde, era meu horário off.  Eu estava preocupada mesmo com meus estudos.

Daí a fofa estava tentando me manipular pra que eu desistisse da aula na segunda, porque segundo ela, iria custar 100 dólares de gasolina pra eu dirigir com a caminhonete. E eu pensei "foda-se, o problema não é meu, larga de ser mão de vaca!". Daí ela teve a cara de pau de me falar "E se eu tivesse te falado NÃO, quando vc me perguntou se poderia estudar na segunda?" Dai eu falei "Eu iria procurar outra aula em outra escola, porque lá eles não tem esse curso em outro dia, etc". Daí ela falou que eu poderia desistir da aula e ter o dinheiro de voltar. "Mas eu não quero dinheiro de volta, eu quero estudar" - eu falei. Daí depois de meia hora no maior climão, ela tentando discutir comigo, tentando fazer minha cabeça, e eu de pé firme, ela falou "ok. Afinal, a culpa é minha. Vc tinha me falado antes, bla bla bla".

Ok. No dia seguinte fui pra aula. Daí assim que eu cheguei da aula ela entrou no meu quarto já, bem nervosinha, falando:

Fofa: Que história é essa que vc dormiu duas noites na casa do seu namorado?
Eu: Ahn? Não. (Na hora não pensei. Eu não entendi pq ela me perguntou isso sendo que é minha vida pessoal).
Fofa: Vc está me dizendo que não? Pq eu tenho duas pessoas que te viram chegar 6 da manhã aqui em casa.
Eu: Olha, eu nunca tive motivos nenhum pra te mentir, então eu vou te falar a verdade. Sim, eu dormi na casa dele.
Fofa gritando: Você mentiu pra mim! Eu não posso confiar mais em vc! Vc é uma irresponsável!!!!!!!
Eu: O que? Eu tô te falando a verdade. Eu não sou irresponsável, sempre fiz tudo certinho pra vcs, eu não sou irresponsável!
Fofa gritando e apontando o dedo pra mim: You are done!!!
Eu: O que vc quer dizer? 
Fofa: Eu não sei, tenho que pensar no que eu vou decidir e te falo.
Eu: Bom,  não é bem assim, nós vamos sentar e decidir porque se trata da minha vida também.

Daí ela virou as costas e saiu.
Nossa. Sério. Pra mim foi a maior falta de respeito.
Eu sei que no primeiro momento falei que não havia dormido na casa do meu namorado, mas depois eu falei a verdade. Contei tudo pra minha au pair director, mesmo porque ela estava ciente de todo stress que eu passei durante a semana fazendo as tarefas que ela me passou na lista.

No dia seguinte, tivemos uma conversa. Eu, a fofa e o fofo. Eu só queria saber quando devia sair, pq a fofa estava tentando fazer tipinho pra me convencer a ficar depois de toda merda que ela me falou... Ela começou a chorar, falando que as crianças iriam sofrer - especialmente a menorzinha. Claro que iria....
Enfim, eu  não derramei uma gota porque não senti que fiz uma coisa errada. Eles nunca me pagaram overnight, especialmente pra ficar com o cachorro. O problema dessa família é que a vó mora em frente de casa, não ajuda com nada, nem se importa com os netos, só ajuda a fazer fofoca. E claro que a linda viu que eu cheguei 6 da manhã e óbvio que ela iria contar. Só nunca, jamais pensei que isso fosse causar o motivo da minha saída. Pra mim isso não é ou seria motivo pra me mandar embora. Alguém consegue entender? E a vó estava mais preocupada com a minha vida do que com o cachorro. Pq não foi lá ver o cachorro, se era tão importante assim? Bando de hipócritas!!!!

Foi aí que vivi a pior semana da minha vida, tendo que aturar TUDO que eu já aturava (leia-se cozinhar pra família toda, fingir que está tudo bem com as kids, sem dormir bem, bla bla bla)....Mas daí também não ia ficar por isso mesmo. Contei TUDO pra minha diretora. TUDINHO. Tudo o que eu havia feito desde o primeiro dia, todas as vezes que tive que cuidar as crianças a mais, todas as vezes que os pais foram viajar e deixaram as kids comigo e nunca, nunca me pagaram um dólar a mais. Joguei a merda no ventilador. E que se dane. Isso não é problema meu.

A fofa ainda quis me convencer a ficar até dezembro pra eles ganharem tempo até achar uma au pair. Foda-se você, que na hora de falar que não confia mais em mim, que eu sou irresponsável, é ótima. Daí eu falei pra ela "Se vc não confia mais em mim, se vc acha que eu sou irresponsável, não faz sentido algum eu ficar aqui mais um dia". Daí ela foi tão falsa, falando que precisava de tempo, que mandou msg pra minha diretora falando que queria re-match antes de segunda - isso era uma terça. Daí eu falei que queria sair, pq eu sei que é de direito meu sair da casa dos fofos em re-match. Resumindo, eu tentei aguentar o máximo por causa das crianças, mas ela fez a minha vida virar um inferno que eu resolvi ser feliz.

Meu  namorado já havia me pedido em casamento há um tempão atrás, já havíamos conversado com minha mãe - quando ela veio. Daí a gente resolveu adiantar tudo. O que seria em março de 2013, aconteceu bem antes. E não me arrependo. Tudo o que posso dizer aqui é que deixei de ser au pair sem nenhum arrependimento. Guardo muitas frustrações, mas também muita experiência, momentos inesquecíveis, e o maior ganho de todos: o meu marido!!!!

Então, pessoal, resolvi fazer este último post pra pelo menos contar a todos que acompanharam minha experiência no blog e nos grupos de au pair no Facebook. Obrigada a todos. Não acredito que irei postar alguma coisa a mais neste blog, pois não faz sentido mais pra mim. Sim, eu amo aquelas crianças, sinto falta delas todos os dias, mas estou tão mais feliz e radiante ao lado do meu marido, que agora eu só quero pensar na minha vida e no meu futuro com ele. Minha família me apoiou em tudo, meus pais foram maravilhosos e tudo o que eu tenho a dizer é que eu sou muito abençoada!!! Tudo acontece no tempo de Deus, estou tão feliz sem toda aquela dor de cabeça na minha vida!!! Eu quero é ser feliz agora com meu marido!

Dicas? Bom, acho que se vc quer ser au pair e leu este post, cadastre-se no grupo de au pairs no facebook e peça mais informação, pois meu maior erro foi o medo do re-match e pegar uma família pior. Há centenas de famílias a espera de uma au pair. Vc tem o direito de escolher a que melhor se encaixar com seu perfil. Apesar de tudo, sim, eu ainda acho que tudo valeu a pena (claro, porque eu conheci o meu marido), mas especialmente porque é uma experiência incrível! 

*Por mais longo que tenha sido, meu post foi bem resumido...

Eu e meus pequenos, na formatura da
preeschol da minha lindinha.

Eu e meus lindos no Riverwalk in Naperville. Foi um dia lindo :)


Beijos!!!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

As aventuras com minha família em New York City



Eu sei que uma imagem vale mais do que palavras, mas eu vou ter de contar a nossa aventura por NYC. Daí já vale pra quem estiver pensando em ir por lá!

No Top of the Rock. Visão de NYC:
"Concrete jungle where dreams are made of..."


  1. Booked the trip on Expedia.com - Foi um deal! Fizemos a reserva com mais de um mês de antecedência. Ficou bem barato o pacote de hotel+vôo.
  2.  Companhia aérea American Airlines: excelente!
  3. Hotel Carter. Ponto bom: fica há uma quadra da Times Square. Excelente pra fazer tudo por lá a pé e voltar só pra tomar banho e dormir. Ponto ruim: o hotel é extremamente velho, bem creepy, parece até mal assombrado. Mas teoricamente, Deus foi nosso protetor e estivemos seguros (e as nossas coisas estiveram intactas). Tudo ficou intacto, eles não oferecem serviço de quarto algum. Se quiser toalhas limpas, é melhor descer e pegar no hall. Não se atreva a ligar que vc vai se arrepender. Trust me! Mas pra quem não tem frescura, dá pra aceitar, barato, barato! (E sem baratas!!)
  4.   O Gray Line Tour é excelente. Demora que é uma beleza, pois o trânsito em NYC é um terror. Mas é bom pra conhecer todos os pontos turísticos. Vale super a pena. Só não fizemos o tour na island pra ver a Estátua da Liberdade, pois não estávamos afim de perder 4 horas nesse passeio, daí passeamos por conta própria. Mas quem ficar em NYC mais de 3 dias, vale a pena conferir! #ficadica
  5. Em NYC tudo é caro. Caríssimo! (Eu acho tudo caro ahha). Acho que gastei mais em comida do que em compras! Vá preparado. Se quer comer comida decente, tem que pagar. Se quer comer qualquer coisinha, também paga meu bem! Vale a pena pesquisar os lugares mais baratos e se estiver por perto, pára e come. Senão, boa sorte pro seu bolso!
    No Juniors, tivemos hamburguer (sem sal) e cebola frita (pura massa) - é recomendado o chessecake, não o hamburguer. #ficadica
    O sandwich de frango, dependendo da sua fome, dá pra dividir com a amiga! #ficadica

    In front of Freedom Tower. 
  6.  Em NYC, muitas vezes, você se sente em um filme. Mas daí de repente vc acorda e percebe o quão real é tudo aquilo. Fazer o passeio noturno e dar uma volta na Manhattan Bridge não tem preço. Vc tem uma das mais belas vistas de NYC e ainda se sente em uma montanha-russa (se vc tem pavor de altura, como eu!!). Foi bem emocionante. Mas emocionante mesmo foi ter visitado o  Tribute WTC Visitor Center e o lugar onde as torres gêmeas dão espaço para a nova construção. Assim que pisei naquele lugar, a única coisa que senti foi um nó na garganta. Eu sei que não sou new yorker ou até mesmo north american, mas naquela hora eu só conseguia lembrar o que eu senti há 11 anos, que mudou a vida de todos os americanos. Foi difícil estar ali, difícil até sorrir nas fotos, mas ao mesmo tempo foi bom ver como os americanos se uniram pra se ajudar. Vale a pena passar na St. Paul's Chapel, que fica no lado leste onde estavam as torres gêmeas e não sofreu um arranhão. A capela foi abrigo para os bombeiros e todas as pessoas que ajudaram nos resgates das vítimas no WTC. Foi pura emoção do começo ao fim. Pra mim, foi o melhor passeio que NYC pode oferecer.
  7. O sistema de metrô é complexo, mas funciona. É o maior do mundo, né não? Tenha sempre um mapa do sistema de trem na sua mão. Irar te salvar dinheiro e tempo. #ficadicaEu fiquei assustada com tanta gente. Mel Deeeeelsssss!! De onde saiu tanta gente assim pra pegar o trem? E pra sair do trem? Haja trem!!!!! E o trem foi nossa salvação pra tudo, porque só milionário pega táxi na cidade. E graças ao meu namorado-lindo-maravilhoso, ele sabia quais linhas de subway pegar. O problema foi na volta. Nunca pensamos que fosse entrar água nos tracks e daí simplesmente parar o trem. Milhares de pessoas simplesmente começaram a voltar pelo caminho que estávamos indo. Agora, imagine vc, tentando pegar um trem no qual milhares de pessoas estão saindo e vc está remando contra a maré. Literalmente molhada (por causa da chuva), suada (porque deveria estar uns 100F lá dentro daquela subway), esmagada (porque em NYC todo mundo é sem educação, tá sempre com pressa e pisa em você, empurra você, foda-se você!!!) e cansada de empurrar uma mala. Agora imagine minha mãe, tadinha :( Desculpa, mãe!!!! Daí, depois de andarmos mais de uma hora nessa situação lamentável, desesperadora, há quase 2 horas do nosso vôo de volta pra Chicago, encontramos um senhorzinho vendendo flores, que daí perguntei pela zilionézima vez como chegar lá no tal do JFK Airport (se puder, nunca saia ou vá para esse aeroporto, é mais longe do que onde o Judas perdeu a cueca). Ele nos deu uma luz e um mapa, daí fomos lá. Com muita força na peruca, fé nas pessoas, perguntando pra todo mundo pra ter certeza, depois de duas horas chegamos lá.
  8. A chegada no tal do JFK. Depois da saga, o nosso vôo estava atrasado (thanks God!). Das 8:40pm foi pras 11pm. Daí, depois de uma hora naquela fila ridícula pra passar pela segurança, fomos jantar. A melhor comida que comi em NYC. Daí que vimos que o vôo tinha sido atrasado novamente para as 12:05am. Começou a ficar chato, né. Deu 12:00 e ninguém chamava ninguém. Resumindo: as pessoinhas trabalhadoras da Jet Blue Airlines simplesmente pegou no microfone e falou que o tal do piloto sumiu. Tem noção, gente? Fiquei só pensando na minha aula sobre Comunicação de Empresas em Tempos de Crise. Mel Delllllllllls!!! Como uma pessoinha pega no microfone e fala isso??? Aiii que falta de profissionalismo. Daí começou um rebouliço. Daí falaram que encontraram um piloto que ia ajudar. Daí demorou uma hora pq resolveram imprimir novos tickets pq o número do vôo tinha mudado (heim?) e depois perceberam que não ia adiantar. Aí ficaram nervosinhos pq viram que estavam fazendo cagada. Daí todo mundo tava putíssimo, né. Resumindo, gente, eu queria mandar todo mundo tomar no cú. Tinha gente deitado do chão, minha mãezinha, tadinha, tava lá sentadinha, sem entender nada, quase cochilando....o pecadinho. Eu queria mandar todo mundo se foder, mandar NYC explodir e tudo mais. Daí eu tava conversando com uma moça, revoltadíssimas nós, e simplesmente ela falou alto: "mas pq não deixa todo mundo passar com o ticket q tem, vai dar na mesma e resolve problema". Dai uma pessoinha lá da Jet Blue falou "ah é verdade, né. Vamo fazer isso então. Vamo láááá cambada, vamo formar uma fila e seja o que Deus quiser!!". E fomos. Foi assim que nosso vôo pra Chicago saiu às 1:30 da manhã e chegamos em Chicago às 3:00am.

    S
    ó gostaria de fazer um comentário como consumidora e como estudante de Business Communication and Marketing. Que tipo de companhia aérea faz isso? Foi um exemplo de falta de responsabilidade e profissionalismo diante de uma crise. Crise essa que não é novidade pra ninguém. Não foi o primeiro vôo a ser atrasado e nem será o último. Cara, o piloto pode ter tido o problema que for. Não é problema do consumidor. A companhia aérea tem de ter um plano B. Além disso, onde já se viu tamanha bagunça, imprimir outro bilhete, pra quê??? Toda essa palhaçada nos rendeu 5 horas de atraso. Pior: a companhia não ofereceu nem um copo de água, nem um voucher pra comida. NADA. No Brasil, minha irmã e minha mãe tiveram atraso no vôo em SP, elas ganharam voucher pra lanche. Chegando em Washington-DC, pediram outro voucher pois tiveram atraso de quase 5 horas também e elas ganharam. Tudo isso foi com a United. Agora eu te pergunto, que merdinha essa Jet Blue né? Daí as pessoinhas lá dentro ficaram com dó de nós  e deram umas bolachinhas. Vá se fuder. Bolachinha o quê. Eu quero é respeito, pô. #prontofalei
  9. NYC é ótimo pra quem quer fazer compras. A Century 21 é o paraíso de todo consumidor, seja homem, mulher ou indefinido. Tem de tudo, todas as marcas em promoção!!! Na Times Square, a loja Forever 21 faz a alegria das girlies :) - Leva granaaaaaaaaa pq vc vai enlouquecer!!! #ficadica
It's missing my bf in the picture, but he took it.
 We were all together every time :)
De tudo isso, me sobraram muitas lembranças - boas e péssimas - de NYC. Thanks to my bf that made a map for our trip and it was extremely helpful with the directions. O mais importante é que estivemos juntos em todos os momentos, não desanimamos, não baixamos a cabeça e eu paguei pau pra minha mãezinha, com ?? aninhos (ela puxou virtualmente a minha orelha porque divulguei no post anterior a idade..hehe) e puxando mala da Times Square até o JFK. Desculpa, mãe!! Prometo que isso nunca mais vai acontecer. Porque eu não te levarei mais pra NYC. Pelo menos não nessas condições!!!!


quinta-feira, 26 de julho de 2012

A felicidade do reencontro, depois de 1 ano, 3 meses e 9 dias



Este será um post sobre amor. Porque amor é família. Não há palavras que posso descrever neste post, mas como sempre, vou tentar. Tanto pela sensação que tive ao ver a minha mãe e irmã no aeroporto internacional de Chicago, no dia 29 de junho; quanto pela felicidade que tomou conta do meu ser, durante esses 28 dias que passaram voando. Tudo pareceu uma cena de filme, desde o reencontro, quando eu literalmente corri ao ver as duas me procurando no aeroporto. Até nossa estadia em Michigan, ou os passeios em Chicago. Ou mesmo a viagem para New York City. Repito: parecia até cena de filme, difícil de acreditar. E foi um filme lindo que vivemos durante esses rápidos 28 dias. Com muita emoção, aventura e até (quase) terror. Rsrs 



Eu e mami saindo do aeroporto. Aii que felicidade :)
Eu ficava pensando como estava a cabecinha da minha mãe, por estar vivendo tudo isso. Ela sempre ficou lá em Andradina, uma cidadezinha tão pequena, sem muitos agitos. Esta foi a primeira viagem internacional dela. Quero agradecê-la muito. Muito obrigada mãe, por ter vindo até aqui me visitar e me encher de amor. Ela enfrentou tanta coisa pra vir me visitar. Essa minha mãe é uma guerreira. Quatro dias depois que eu embarquei, ela teve de fazer uma cirurgia nas vistas às pressas - e ninguém me contou. Alguns meses depois ela teve de fazer novamente. E foi quando tudo começou. Ela fez outra e daí quando estava se recuperando, descobriu que teria fazer uma cirurgia para a retirada do útero. Foi um grande susto pra mim. E óbvio, eu não pude fazer nada. Nem se estivesse lá eu poderia fazer alguma coisa. No máximo, dar um abraço, né. Mas a minha irmã estava lá pra ajudar. Claro que o meu pai foi o marido que ela pediu à Deus e ficou ao lado dela em todos os momentos, tirou as férias do trabalho na época da cirurgia dela e ficou em casa cuidando dela depois da operação. Minha mãezinha ficou quase um ano parada, em recuperação, pra daí voltar com força total pra dar entrada com o processo de passaporte e ir em rumo à primeira viagem de avião. Deve ter sido uma emoção até ir de Campo Grande pra São Paulo tirar o visto. E claro, como a minha mãe e irmã são extremamente abençoadas, conseguiram o visto logo de cara e começamos a comemorar e a fazer a contagem regressiva para a chegada delas aqui. Meu coração nunca ficou tão repleto de felicidade. Por toda essa conquista da minha mãe, ao lado da minha irmã e do meu paizinho, que mesmo não vindo, sempre esteve presente em todos os lugares nos quais estivemos. Minha mãe é mara. 
Nós no Portillo's, pra comer um Chicago's style hot dog.
Aos 53 anos de idade, a minha mãe tá esbanjando juventude. Ela entrou de cabeça nessa aventura e aceitou experimentar tudo, conhecer tudo. Foi ótimo!!!! Ela gostou de tudo quanto é comida (claro, né?) e não deu trabalho pra nada (nem em NYC - aguardem o post!). Minha mãezinha conseguia se divertir em toda a situação (NYC que me diga!). Ela fazia piada dela mesma nas lojas, em tudo quanto é lugar! Nos divertirmos demais!!!!
Acho que eu nunca me diverti tanto assim na Target!






Primeira semana - Casa do Lago em Michigan




Minha irmã tomou meu lugar e ficou com a criançada. Eeeee :)




Hostdad, sista and mommy!




Minha mãe estava se divertindo pra caramba. E queimando calorias!!


Hostmom and real mom :)
Sista and mom :)
Levei minha mãe pra dar uma voltinha com um pouquinho de emoção, hehe.
Agradeço a minha hostfamily por ter hospedado minha família na casa do lago em Michigan e na nossa casa em Minooka. Muito obrigada :)


Segunda Semana - Chicago


Esse sorriso é de pura felicidade!! - at the Silver Bean
Eu resolvi postar várias fotos porque sei que é difícil expressar a felicidade. Mas nas fotos é possível perceber no nosso sorriso. Aii como eu estive feliz durante esses dias que elas vieram me visitar. Fizemos passeios maravilhosos e por mais rápido que tenha sido, serviu pra me dar uma grande motivação pra continuar esses oito meses que ainda faltam como au pair. Deus sempre soube dos meus desafios por aqui e agora a minha mãe e irmã puderam ver de perto tudo isso! Mas essas férias foram ótimas ao lado das pessoas que mais amo no mundo (claro que faltaram outras pessoinhas, como meu pai amado, minha vó, minha tia, minhas amigas e meus amigos, etc.......)


Na Silver Bean.


Como já disse, minha mãe é mara. Olha como ela tá toda faceira e lindona nessa foto! Ela soube prestar atenção em tudo - lembrei-me até de mim, logo que cheguei. Ficou quietinha, só observando. Afinal, todo mundo fala uma língua que ela não consegue entender. Ou pelo menos não conseguia, pois até o final da viagem ela aprendeu várias palavras e já conseguia entender muito. É mãezinha, vc tá de parabéns! Conseguiu sair lá de Andradina (leia-se onde o Judas perdeu a meia) e vir aqui pra Minooka (leia-se onde o Judas perdeu a cueca), só pra ver a filhinha do coração. Isso eu jamais vou me esquecer. Obrigada por tudo. De coração. Eu também preciso agradecer muitíssimo a minha irmã, pois sem ela a minha mami não teria chegado aqui. Afinal, a minha sista manja no inglês e deu gás pra arrumar a documentação pro passaporte. Valeu Bá, essa foi sua primeira viagem internacional. Primeira, hein. Aliás, das duas!!! Obrigada minhas lindas. Pelo apoio, pelo carinho, pela atenção, pela paciência. E vcs sabem, né, desculpa qualquer coisa..



Mami conhecendo o genro. Os cunhados se conhecendo. E eu, cada vez mais feliz!


Diretamente de Valparaiso-IN, o primo também veio marcar presença.
Depois de vários anos sem ver minha mami e minha sis, #tamojunto
Ai, ai, só vc pra me fazer sentar nesse chão de vidro. Que meda!!
A vinda da minha irmã e mãe pra cá serviu pra tanta coisa. Não só pra matar a saudade (que já tava me matando!), mas também pra reafirmar o quanto a gente se ama. Aqui nos States a gente ouve muito todo mundo falando "I love you"pra lá e pra cá. Mas que amor é esse que não tá nem aí com a paçoca? Amor é o sentimento que fez a minha mãe e minha irmã virem pra cá, gastar uma grana lascada pra passar um tempinho comigo. Bá, te amo sista. Valeu por tudo, valeu. Valeu por ter cuidado da pirralhada pra mim!! Passei mais tempo com minha mami hehehe. Beijos, te amo :)




With mami, lindona :)


Além de toda diversão que tivemos em Chicago e Michigan, um momento muuuito especial pra mim e meu namorado, foi a visita que fizemos à casa dos tios do meu namorado. Fomos muito bem recebidos e minha mãe pode ver o quanto eu sou amada, não só pelo meu namorado (ela já sabe disso!), mas pela família dela. Fomos tão bem recebidos por todos, o carinho deles foi tão grande que eu até me emociono só de falar. Foi uma grande bênção reunir a família toda pra conhecerem minha mãe e irmã.


My boyfriend's family and (part) of my family :)


My mom, my boyfriend's aunt, bf and me :)
Agradeço muito a família do meu namorado por ter preparado tudo com tanto carinho pra receber minha mãe e minha irmã. Special thanks to Cindy and Mike Ritter. Com certeza elas terão grandes lembranças desse dia tão especial :)

*próximo post: a nossa aventura em New York City!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Em mais de um ano de Estados Unidos, o que mudou em minha vida?

Gente, é muito difícil encontrar tempo pra postar. Meu horário é uma loucura (só quem realmente vive comigo, sabe como é). Eu vou publicar este post, que comecei quando completei um ano de aupair. Tanta coisa mudou de lá pra cá!!! Não foi somente meu endereço, mas a minha vida mudou muito. Eu mudei por dentro, por fora, mas a essência continua a mesma :)


Me and Zach
Engordei, emagreci; meu cabelo cresceu. Terminei namoro, encontrei o grande amor da minha vida :) Esqueci e lembrei do Português, estou aprendendo todos os dias o Inglês. Aprendi a dirigir na marra e agora não saio da estrada - de caminhonete, é claro. E quando descobri o quanto amava o Brasil, aprendi, finalmente a aceitar os Estados Unidos como a minha segunda casa.


Demorou bastante pra eu aceitar que aqui tem tanta coisa boa quanto no meu país. Demorou até que eu conheci o Zack, que me deu e me dá todos os dias muitos motivos pra acreditar que os Estados Unidos não é apenas um país que explora (como também faz o Brasil, de uma forma ou de outra), mas também é um país que reconhece, que valoriza, que agradece. Aqui é também um país onde não só quase tudo é mais barato, mas tem a oferecer muito o que o Brasil jamais vai ter (infelizmente, esta é a realidade).


Eu estou pra ver brasileiro pendurando bandeira na frente de casa, contando a História da Independência do Brasil pros filhos, no dia 7 de setembro, mostrando o orgulho que tem do país pela sua história de luta e não pelo futebol. Aqui, isso é tão bonito de se ver, e ahh, no Brasil não tem (again, infelizmente). É, o Brasil tem praias (que eu raramente vi), tem o futebol (aqui tem o football, basketball, hockey, baseball, valorizadíssimos), tem uma natureza abençoada (e aqui tbm tem um monte de paisagens maravilhosas). O Brasil tem a feijoada (que ninguém come todo dia, mas aqui tem tbm, quem mora em Chicago, por exemplo, é só ir na Brasil Legal), etc.


Nós no jogo do Bulls. Mesmo quando eles perderam, foi só alegria. Não teve pancadaria!


É, cada país tem seu pró e contra. Mas como já faz um ano, um mês e alguns dias que estou aqui, vou falar do que eu gosto, que no Brasil não tem.


Gosto do blueberry bagel com cream cheese, do omelete no café da manhã, até das panquecas com syrup e banana - no lugar de bacon. Amo o cinnamon dolce latte do Starbucks e estou aprendendo a aceitar o coffee with vanilla cream do Dunkin Donuts. Gosto de chili com cheese, onions and crackers on the top; tortilla com beans and chorizo, quesadilla, chips and salsa (amexican food). Amooo o hot dog completo (Chicago Style) e o italian beef sandwich do Portillo's, o Italian sandwich do PotBelly com aquelas hot peppers, e curto super o steak huarache do mexican place in Joliet, que só o meu lindo sabe o quanto eu amo!!!


Habachi we had on Valentine's Day :) We love food!!!
Gosto da praticidade em pegar as comidas no drive-thru e até remédio, sem ter de sair do carro. Gosto de poder ir assistir a um jogo (football or basketball, né Zach??) e mesmo quando o time que eu torço perde, eu não preciso ficar com medo de rolar briga na hora da saída. Gosto da segurança que a polícia dá ao povo norte-americano, quando vc esquece a porta de casa aberta ou até mesmo algo de valor no carro e na volta ainda está tudo lá, intacto (claro, que estou falando sobre a região onde moramos). Gosto de ter a facilidade de viajar neste país, coisa que o Brasil nunca me ofereceu - e será que um dia vai oferecer? Aqui você realmente paga pelo serviço que quer receber. No Brasil, nem sempre é assim. Gosto da importância que os americanos dão a educação infantil, que valoriza a criança como um verdadeiro futuro cidadão, que oferece atividades de lazer a baixo custo para uma população que pensa à frente.


St. Patrick's Day with friends!!


É por tudo isso e muito, mas muito, muuuuuito mais, que eu amo os Estados Unidos (nossa, nunca pensei que fosse falar isso, de boca cheia, pra todo mundo ouvir!!!!). Amo os Estados Unidos, acima de tudo, por ter me dado também a oportunidade de olhar pra trás e poder analisar a situação do meu Brasil - porque sabe como é, é muito mais fácil analisar quando vc está de fora. E é o que eu fiz no meu primeiro ano e continuo fazendo.


Evie and I. My little girl is growing :)


Me and Quinn. The 4th grade guy now :)


Alec and me at the Lake Michigan :)


É, vida de au pair é mesmo um aprendizado. É uma gigantesca escola da vida. Transforma-te em um "cidadão do mundo", como diria meu eterno professor de geografia, Gercino. Eu agora não quero mais parar. Não digo que não vou voltar, mas quero mais é conhecer todos os lugares, as histórias, os passados; o mundo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Quando fui pra Washington-DC!

Já que estou no clima de atualizar o blog, vamos lá!

- Capitol Building
Capitol Building.
Fizemos um tour de duas horas, dentro do Capitol Building. Foi demais. Um pouco cansativo, mas impressionante, super bacana e um mergulho na história dos Estados Unidos.

Sunset by the Capitol Building.


National Museum of American Indian.

Como meu bisavô era indígena, eu sempre penso nos nossos primeiros habitantes de uma forma diferente. Neste museu eles ganham uma atenção toda especial pois têm importância fundamental na história dos EUA. Eu super curti, pena que era tanta coisa que não deu pra ver, pois o museu tem 4 andares de muita história de diversas tribos norte-americanas. O máximo!!



National Museum of Air and Space.

Natural History Museum. Encontrei nós ali!!!


US Botanic Garden. Lembrei-me de Curitiba :)

Washington Monument.


Fizemos um tour a noite, excelente pra quem tem uma câmera boa, o que não foi o meu caso. Vimos muita coisa bacana e aprendemos muito sobre a História Americana.
Eu fiquei pensando, sabe, acho que sei mais sobre a História dos Estados Unidos agora do que sobre a História do Brasil, hahaha. Me deu vontade de aprender mais sobre o meu país. É, só estando de fora pra pensar nisso mesmo, tsc.tsc.


Quando for a Washington-DC, vc não pode deixar de visitar vários lugares! Tá, já sei o que vc pensou: a Casa Branca (white house) e o Pentágono (Pentagon). NOp. Eu só passei na frente desses lugares.
Tá. Se vc tiver agendado sua viagem com um mês de antecedência, vc pode colocar seu nome na lista pra fazer um tour na casa branca. Mas como não fizemos isso, eu e meu namorado decidimos fazer uma viagem mais cultural. Visitamos sete museus e parques abertos. Lembrando que não paga pra entrar em nenhum museu. E claro, como bom americano que meu namorado é, ele fez a parte dele, de me inserir no mundo norte-americano, me dando aulas de histórias e fazendo com que eu me sentisse mais norte-americana do que muitos. E...desculpaí, mas me senti mais americana, depois de ter visto os Archives of United States of America. Estão lá os documentos verdadeiros da Declaração da Independência dos Estados Unidos, the Bill os Rights, the Constitution e muito mais. E tudo real!! Só não pode tirar foto..rsrs

Subúrbio de DC.
A arquitetura do Distrito de Columbia é imponente e impressionante. Mas ao mesmo tempo, colorida e diferente quando vc passa da área planejada que é a área turística para a área mais povoada de negros, nos subúrbios. Uma experiência bacana foi pegar o ônibus e perceber que éramos os únicos brancos ali. Ônibus lotado de negros!!! Ali eu talvez tenha sentido um pouquinho do que pode ser como eles se sentem...será?

Chinatown in DC.

Se for a DC, aproveite muitoo!! Beijossss

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sumi de novo...mas porque completei um ano na cama! Peguei a tal da gripe aviária!

É isso mesmo. Estou fazendo este post aos meus amigos que ficaram sem notícias e visitam meu blog pra saber de tudo...e também para as au pairs que, eu desejo que nunca fiquem doente. E não é piada. Eu peguei, sim, a tal da Influenza H1N1 e a médica me receitou o Tamiflu. Só que como eram 117 dólares, não comprei. Daí comprei remédio pra tal da Flu que todo mundo fala, mas na verdade ninguém sabe o que é. Sabe como é? No Brasil, quando o povo fica com vômito, diarréia, febre, gripe...e daí todo mundo fala que é virose? Então, aqui é Flu. Mas a minha foi das sérias. Daquelas de ficar 5 dias na cama, dois dias sem comer, com febre, dor no corpo, e isolamento. Sim, pois foi altamente contagioso.


Bom, depois de cinco dias de doença, posso dividir e constatar várias coisas com vcs:
- Sim, o plano de saúde de au pair cobre tudo, não fiquem preocupadas, meninas!


- Fui no Hospital mais próximo (hospital aqui parece clínica particular) e fui atendida "prontamente"(com aquele chá de cadeira básico. Daí, depois de preencher uma ficha e um questionário imenso, fui atendida pela primeira enfermeira, que checou minha pressão, minha temperatura e me fez as mesmas perguntas dos dois questionários que eu já havia respondido. Só pra confirmar. Depois, veio a segunda enfermeira, me perguntar as mesmas coisas, só pra ter certeza, e daí como eu tinha confirmado todos os sintomas já relatados: runny nose, cough, body ache and sore throat; ela me fez um exame de garganta e de nariz. Tipo, enfiou os cotonetes na garganta e um caninho no meu nariz, pra diferentes exames. Daí depois veio outra enfermeira (a terceira), pra tirar exame de sangue. Daí tá. Fiquei pensando "Quando é que a médica vai aparecer? E o que ela vai fazer?". Ela simplesmente apareceu pra checar meus ouvidos e dizer que eu precisaria aguardar 15 minutos para o resultado dos exames, pois tudo indicava que era a tal da Flu. Daí era mesmo, a Flu. Ela voltou pra falar que eu tava com a Flu e que ia me receitar o Tamiflu. E que eu deveria repousar e não ficar perto de ninguém, especialmente crianças. E que also, eu iria começar a me sentir  bem depois de sete dias. Interessante.


- Nunca fiquei tão doente assim em toda a minha vida.
- Nunca me senti tão sozinha em toda a minha vida.
- Tive a certeza das pessoas que eu posso contar aqui: a minha melhor amiga, brasileira, e o meu namorado, que é americano. Pessoas que eu amo muito e que me dão forças todos os dias (claro que vocês, meus amigos que ficaram aí no Brasil, também me dão forças, e minha família, é claro!).


Eu e Dine em St. Louis, em Agosto de 2011.
Dine, gostaria de dizer tudo o que vc já sabe. Que você é um anjo em minha vida. Graças a vc, todos os dias aqui são mais fáceis, pois vc me dá forças pra que eu não me esqueça o motivo pelo qual me trouxe aqui. Te admiro muito pelo foco e pela determinação que vc tem. Obrigada por tudo que tem feito por mim, pela ajuda em todos os momentos e principalmente, quando eu mais precisei. Obrigada pela amizade! Te amo amiga :)


Zack and I.

Zack: thanks. For being in my life, for being my love and for bring me all the caring and love. You are very important to me and nothing is gonna to make us to be apart. Thanks for taking care of me every day.Thanks for caring about my life, for giving me peace and love, for giving me hope. Thanks for show me love is still worth and it can be possible even when there are a lot of obstacles. Thanks for make me a better person and to make me happy every day. I just felt like doing this because you are so important to me...love you :) 


Gostaria de reforçar que estou bemmmm, super bem!!!! Sim, existe vida após a gripe do frango. Assim como eu nunca imaginei que fosse passar por isso, nunca imaginei que eu teria a Dine e o Zack na minha vida. Obrigada guys.


Also, quero dizer também que, na semana em que fiquei doente, o que mais senti foi tristeza. Porque pior do que estar longe da família é estar longe da família e doente. Meus hostparents tinham ido viajar bem quando comecei a ficar ruim e a Dine quem cuidou das crianças, junto com a grandma. E olha, passou na minha cabeça algo que nunca tinha passado antes, nem quando eu estava em Curitiba. Eu só queria pegar o telefone e ligar pros meus pais chorando, dizendo o quanto eu gostaria que eles estivessem ali comigo, pra ao menos vir me trazer uma sopa. Mas eu nunca iria fazer isso com eles, deixá-los preocupados, não iria ajudar em nada. E desânimo todos nós sentimos na vida, vontade de chorar, tristeza. Quem é que nunca se sentiu assim? Mas isso tudo passa!!! E a sopa, ah...a sopa a Dine trouxe pra mim :)


Isso tudo aconteceu bem na semana que eu completei um ano de Estados Unidos e Minooka. Não pude comemorar e só senti saudade da minha família e dos meus amigos. Só isso. Mas junto com a minha saúde, voltou também a minha vontade de ficar aqui e cumprir meus objetivos. E ainda bem que eu tenho pessoas que me dão forças todos os dias!!!!!


É isso aí. Agora é ralar que aula de Marketing e English estão pegando fogo. Prova toda semana!!! E projetos para entregar. Essas são minhas desculpas pelo atraso em atualizar meu blog.


Próximo post será sobre minha viagem a Washington-DC, mês passado.


Beijos!!!! :)


ps: Parabéns atrasado para minhas amigas amadas Simone Prado Gomes e Rita Mocelin. Amo vcs meninas!!! :) Saudades!!!!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sumi porque entrei numa fria!!!!! Quer dizer...quase

Oi. Será que alguém ainda lê isso aqui?
Tá, sei que alguns amigos meus só têm notícia minha pq lêem aqui. Mas...hunf. Gente, que sensação mais esquisita!!!!! Completei 10 meses aqui e só consigo me confundir ainda mais sobre o que eu quero fazer quando voltar. E, pior, será que eu vou voltar? Tudo está tão diferente por aqui. E por lá? Sei lá!

Me mantenho ocupada pra caramba com os cursos de Marketing e English 098 que estou fazendo no JJC. As aulas têm me ajudado bastante não só com o inglês mas também com a socialização, afinal de contas, qualquer motivo que me tire de casa ultimamente está me fazendo um bem danado!!!

Bom, como faz tempo que eu não posto no meu blog, vou postar dois vídeos da neve que tivemos no início do ano e que até agora eu adorei!!!! Entrei na maior fria kkk o título era só brincadeirinha, mesmo!!! Espero que neve mais um pouco, pois ainda preciso dessa experiência né!!!! Tivemos poucos dias de neve, mas eu quero mais!!!

Claro que eu comi neve, né!?


Sente só meu inglês caipira!



Não vejo a hora de nevar de novo pra poder ir esquiar e fazer sled de novo! Ahhh, eu também fui patinar no gelo e foi super legal. No Brasil há alguns lugares que montam uma área com gelo pra patinação. Bom, há um tempo atrás eu patinei em Curitiba, mas dessa vez eu senti como se fosse a primeira vez, pois foi muuuito difícil e super escorregadio, difícil de se equilibrar. Mas foi super divertido!!!

Ficou faltando o nariz de cenoura, cachecol e uma touca.
Mas o primeiro snowman a gente nunca esquece!

Ah, falando em neve, eu queria fazer um comentário que vai parecer meio bobo ou até estranho. Mas sabe aquela figura ou desenho de snowflake que a gente sempre viu por aí?
Então. E não é que o tal do floquinho de neve é bem isso aí? Claro que não é azul, mas parece um cristal. No dia que teve a snowstorm (tempestade de neve) aqui, eu fui fazer sledding, que é tipo descer de esqui-bunda ou de prancha, num morro super alto cheio de neve. Tinha neve até no joelho. Daí a neve estava tão linda que eu deitei no chão, me afoguei na neve :) Não dá pra ver direito, mas sou eu, fazendo meu primeiro Snow Angel!!! E daí foi muito bom ter feito tudo isso e parar pra admirar a neve, como é bonita e bem de pertinho dá pra ver o formato desse cristal tão delicadinho. Só quem pode ver, sabe como é. Tá que a galera que mora aqui não aguenta mais neve, mas é tudo novidade pra mim e por enquanto eu curti muito. Só precisa voltar :)


Foto dos floquinhos de gelo no vidro da janela do carro :)


Não dá pra dizer que sou eu pq estava noitão já. Mas sim, sou eu :)

Beijos pra todo mundo que ainda lêem isso aqui. Especial agradecimento pro Zack, que me levou pra fazer sledding, pra Sâmela que sempre passa por aqui, pra minha querida Sté (contagem regressiva pra eu te encontrar, amiga!!) e todos os meus amigos que ainda passam por aqui pra saber se estou viva!
Beijosss :)